1681556 - Combinado, sai caro
   Emissora: Diário de Cuiabá - Cuiabá - MT
   Veiculação: 21/02/2009
   Programa: Notícias Impressa

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Editorial: Cidades...................................................................................Pág: B1

Motoristas impõem, ilegalmente, preço mínimo a clientes nos arredores de shopping, sem respeitar o taxímetro

Prestadores de serviço reclamam de consumidores ‘folgados’, que chegam a percorrer apenas 100 metros

Parte das corridas feitas por taxistas em Cuiabá, especialmente nos arredores do shopping Pantanal, localizado na avenida do CPA, estão sendo taxadas de forma irregular. Em alguns casos, são impostos valores mínimos para percursos mais curtos, principalmente no Centro Político Administrativo.

Alguns taxistas ouvidos pela reportagem do Diário, que não quiseram se identificar, argumentam que muitos clientes que deixam o shopping utilizam o serviço para se deslocar em trechos muitas vezes inferiores a 100 metros. Coagindo clientes, sem respeitar o taxímetro, valores são previamente impostos por alguns taxistas.

Isso ocorre principalmente nos finais de tarde. Com o sistema rotativo, em que 604 taxistas cadastrados na cidade têm autorização para operar, grandes filas de táxis são formadas no horário de pico, fazendo com que muitos taxistas adotem a prática de ‘selecionar’ as corridas. A desculpa é de que os percursos menores, que rendem pouco dinheiro, causam transtorno dobrado, já que o prestador de serviço precisa encarar mais uma vez o longo cordão de carros até chegar a um novo cliente.

“Isso acontece muito quando está garoando. A pessoa, às vezes, pega um táxi só para deixá-la ali dentro do estacionamento do shopping”, reclama um taxista. Situações que, segundo eles, levam a um acordo prévio do valor, entre o profissional e o cliente. “Aí, a gente não roda o taxímetro”, avisa.

Segundo o coordenador de fiscalização da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos (SMTU), Leopoldino Pereira Queiroz, a combinação de preços entre o cliente e o taxista é totalmente ilegal. “É contra a legislação que rege o sistema de transporte urbano na cidade”, prega.

O representante da SMTU declara que não tinha conhecimento da situação e que também não recebeu nenhuma reclamação formal junto à Pasta. “O cliente não pode aceitar e deve denunciar à SMTU”, frisa. Para isso, deve anotar a placa do veículo e o horário do episódio, necessários à identificação do motorista.

Queiroz lembra que o taxímetro existe para que haja uma cobrança justa, sem prejuízos para ambas a partes. Segundo ele, o taxista que for denunciado está sujeito a multa e até à suspensão da prestação dos serviços. Na capital, as pessoas que utilizam os serviços de táxi pagam por corrida uma bandeirada no valor de R$ 3,89. A partir daí, o valor é baseado na tarifa da bandeira 1, que inclui os R$ 3,89, mais R$ 1,75 por quilômetro rodado.

Já a bandeira dois custa R$ 2,40. O valor da hora parada é de R$ 12,20. A reportagem do Diário tentou, por telefone, repercutir o assunto com o Sindicato dos Taxistas, mas não conseguiu. Em contrapartida às reclamações de consumidores na região do shopping Pantanal e Centro Político, taxistas argumentam que, ao combinar o valor, muitas vezes, é o cliente quem acaba sendo o grande beneficiado.

“Peguei uma corrida do CPA IV até o bairro Vila Arthur, em Várzea Grande. Se fosse marcar daria R$ 108, ida e volta. Eu e o cliente combinamos o preço e ele pagou R$ 50”, comenta um taxista que trabalha na área há sete anos. Outro exemplo citado por ele é o trajeto do shopping até a rodoviária. O preço a ser registrado pelo taxímetro seria em torno de R$ 11 ou R$ 12. “Mas se combinar, a gente leva até por R$ 10”.
1681592 - Páscoa abre centenas de vagas em MT
   Emissora: Folha do Estado - Cuiaba - MT
   Veiculação: 15/02/2009
   Programa: Notícias Impressa

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Editorial: Economia.................................................................................Pág: 13

Grandes empresas de chocolate já começaram a fazer o teste de seleção no Estado

O aumento das contratações temporárias aumentam até 50%
A falta de indústrias de chocolates em Mato Grosso não prejudicou a quantidade de empregos temporários abertos exclusivamente para a Páscoa neste ano. Mas, apesar desse evento ser bem menor que o Natal, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL) já prevê a contratação de aproximadamente 200 pessoas no Estado e 25 mil em todo o País. É nesta época que aumenta a procura pelos cargos de promotores, repositores. supervisores e até mesmo de degustadores para atuar em supermercados até o fim da data comemorativa.
"A Lacta, por exemplo, estará contratando entre 60 e 70 promotores de vendas de Páscoa só para Cuiabá e outros mais para algumas cidades de Mato Grosso: a Nestlé disponibilizou 44 vagas para todo o Estado", lembra o presidente da CDL Cuiabá, José Alberto Vieira de Aguiar. Ele ressalta que há também outras marcas de chocolate, a exemplo da Garoto, e até menores regionais que também contratam seja para produção "até mesmo quando se trata de fábrica caseira, nesta época, aumenta-se o corpo funcional", explica Aguiar.
Mesmo faltando mais de um mês para comemorar a Páscoa, as agências de empregos já se prepararam para receber os currículos de pessoas que queiram trabalhar nesse período. Ana Ataide, gerente da agência Gelre Trabalhos Temporários em Mato Grosso, confirma a mobilização. Segundo ela, nesse período há um aumento de 50% em trabalhos temporários. "As indústrias nos procuram para encontrar o perfil adequado para a Páscoa. O trabalhador com idade entre 18 e 35 anos, com vontade de trabalhar são os mais requisitados", argumenta Ataide. Os primeiros empregos são de exclusividade masculina, isso porque depende de força bruta para a montagem das parreiras e na acomodação dos chocolates nas gôndolas dos supermercados. Em março começam as contratações gerais para trabalhar diretamente com a venda do produto.
É para essas atividades que Maristela Paz, de 43 anos, se recadastrou em uma agência de emprego de Cuiabá, a fim de garantir sua vaga. Esse processo ela repete há mais de 11 anos. Paz esclarece que não é por necessidade, mas sim por opção de vida. A verdade é que ela prefere ter empregos temporários que duram, em média, três meses - com possível prorrogação para mais três meses.
A trabalhadora explica que, o retorno financeiro é imediato e o profissional não se cansa da rotina. "Chego a receber R$ l.350 por mês, quando desempenho várias atividades em um mesmo período, enquanto que um assalariado efetivo receberia no máximo RS 600 mensais. Mesmo assim, tenho todos os direitos de trabalho, como INSS, FGTS, etc, porém com prazo de término já estipulado'', afirma. Ela ainda conta que seus três filhos seguem a mesma linha e que seu último trabalho foi na decoração de Natal em um shopping da capital.
Para o lojista, explica o presidente da CDL de Cuiabá, José Alberto, entre as vantagens deste tipo de contrato para o contratante estão a não necessidade de emissão e pagamento de aviso prévio, pois o prazo de duração é predeterminado, e de pagamento da multa de 40% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS. "Ou seja, é uma parte flexível da Lei Trabalhista - que, aliás, no Brasil, é muita rígida - que gera emprego e renda", finaliza Aguiar